quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013


Measuring Innovation part 1: Frequently Used Indicators

http://www.innovationmanagement.se/2013/02/15/measuring-innovation-part-1-frequently-used-indicators/?goback=%2Egde_1817279_member_214551365  

One of the most common questions people ask me is how I measure innovation when conducting my research. The question echoes an underlying concern about how innovation can be captured and adequately measured. In this article I delineate the most frequently used innovation indicators, their strengths, and their drawbacks.

PUBLISHED: FEBRUARY 15, 2013
Written by Leif Denti

This article is the first part of a two part series on how to measure innovation in organizations. But let’s make it clear from the beginning. It is not easy to measure innovation since virtually all indicators risk missing some aspects of the process. For instance, patents or patent applications indicate some kind of technological progress but patents are seldom transformed into tangible products. In fact it looks bad for patents. 90 to 95 percent of all patents lack any market relevance and 99 percent fail to bring any profit to the firm (Stevens & Burley, 1997). Still, patenting is often necessary for many firms to keep their competitive advantage so clearly patents indicate something about the innovativeness of a firm. What about financial figures such as revenue? These risk being too broad since many other influences affect revenue besides innovation, including luck.

Below I summarize the most frequently used measures of innovation including their main advantages and drawbacks. For better clarity I divide them into three categories. Product/technology measures, financial measures, and subjective measures.

Product/technology measures


These indicators measure aspects of the innovation process which have the distal goal of transforming new ideas and technology into tangible products (goods or services).

Measure
Example study
Main advantage
Main drawback
New products or product improvements
Elenkov & Manev (2009)
Measures actual implementation
All products are not guaranteed to succeed
Patents or patent applications
Jung et al. (2008)
Measures technological progress
Patents are seldom realized
Patent citations
Makri & Scandura (2010)
Measures importance of patents
Patents may be self-cited
Invention disclosures or suggestions
Axtell et al. (2000)
Measures rate of idea generation
Ideas are seldom realized
Process innovations
West et al. (2003)
Measures improvements in processes and methods
Too much focus on processes is the ‘innovators dilemma’


Financial/market measures


These indicators measure aspects of the financial performance of an organization. Mainly in relationship to R&D spending and sales of new products (goods or services).

Measure
Example study
Main advantage
Main drawback
Ratio of sales of new products to total sales
Czarnitzki & Kraft (2004)
Indicator of success on market
Very broad, other factors confounds the measure
Ratio of sales of new products to R&D expenditures
Gumusluoglu & Ilsev (2009)
Indicator of R&D efficiency
Difficult to establish a valid baseline
Total R&D spending
García-Morales et al. (2008)
Easy to obtain
Does not indicate innovation efficiency
Number of employees in R&D
García-Morales et al. (2008)
Easy to obtain
Does not indicate innovation efficiency
New markets entered
Elenkov & Manev (2009)
Indicator of radical innovation
Roughly 60 percent of new products succeed


Subjective measures


Although the indicators above are among the most common when measuring innovation in firms, many of the activities that can be characterized as innovative risk being overlooked if innovation is measured solely using the broad searchlight of these quantitative measures. Activities like these can be labeled ‘dark innovation’ (Martin, 2012).  Examples include activities that are incremental (e.g., improvements in quality), involve little formal R&D (e.g. the concept of ‘skunk work’), and is seldom patented. One method to capture ‘dark innovation’ is to use subjective assessments.

Measure
Example study
Main advantage
Main drawback
Innovative work behavior (IWB)
De Jong & Den Hartog (2010)
Flexible, can measure any innovation activity
IWB’s does not unequivocally lead to tangible outcomes
Team innovativeness
Hurley & Hult (1998)
Flexible, can measure any innovation activity
Low correlations with number of implemented innovations
Organizational innovation
Chen et al. (2006)
Holistic assessment of the organization
Difficult to establish a valid baseline


Selection of measure is highly specific to the organization and depends on a number of factors. The relevance of indicators varies with technological domain and also depends on the specific product offering of the firm. Moreover, R&D functions of organizations may differ in degree of formalization which affects the degree to which ‘dark innovation’ takes place.

In my research which primarily concerns the innovation of individuals and teams in industrial (mainly automotive) R&D environments we have chosen a combination of quantitative indicators of innovation and subjective assessments of individuals’ innovative behaviors. This method covers outcomes of innovation as well as ‘dark innovation’ activities. In my next article we will look more closely at the elusive nature of ‘dark innovation’, as well as subjective assessments of innovation including what they measure and how they correlate with tangible outcomes.

By Leif Denti

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Inovação se transforma em processo sem fronteiras e demanda adoção de novas metodologias nas empresas


(fonte AMCHAM SP)
— registrado em: Propriedade Intelectual
29/04/2011 16:00

A inovação se transformou em um processo sem fronteiras, exigindo que as companhias apostem em novos métodos de trabalho e na articulação de competências internas e externas. É o que avalia José Paulo Silveira, diretor associado da consultoria Macroplan - Prospectiva, Estratégia & Gestão.

Segundo ele, os avanços tecnológicos, a movimentação de classes sociais e as tendências de consumo no mercado globalizado demandam alterações nos procedimentos envolvidos para transformar ideias em fins produtivos.

“As empresas, no que diz respeito à gestão da inovação e à condução de pesquisa e desenvolvimento (P&D), devem ter atualmente a capacidade efetiva de combinar inteligência interna e externa, mediante a prospecção de oportunidades não somente entre os colaboradores, mas em outras empresas, outros setores e países, através do diálogo com clientes e parceiros. Até então, a visão era de dentro das companhias”, disse Silveira, que participou nesta sexta-feira (29/04) do comitê de Inovação da Amcham-São Paulo.

Liderança ampliada

Diante desse cenário, o papel desempenhado pelos líderes de inovação nas organizações torna-se mais complexo, destacou o especialista, que foi secretário de Planejamento e Investimentos estratégicos do Ministério do Planejamento e superintendente do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Petrobras.

“Eles passam a atuar mais como empresários do que como chefes de laboratórios porque precisam ter uma visão gerencial ampliada”, comentou. Esses gestores devem reunir habilidades de comunicação para promover parcerias, captar fontes de recursos externas e, principalmente, desenvolver talentos.

Para Silveira, o caráter estrategista das áreas de inovação corporativa tende a ser cada vez mais valorizado. Os centros de P&D e inovação devem ser vistos como unidades de resultados e não de custos. Dessa forma, os líderes têm de saber apresentar adequadamente os business cases, isto é, as possibilidades de ganhos e os riscos embutidos nos projetos aos tomadores de decisão.

“A inovação representa risco, isso é indiscutível, mas há maneiras de mitigar, controlar e dosar”, disse, referindo-se a possibilidade de criação de carteiras de inovação, a exemplo do que se pratica no mercado financeiro com as carteiras de investimentos, onde se faz o balanceamento dos riscos dos ativos.

Exemplo da Shell

A Shell, empresa que se destaca no mercado de petróleo, conforme o consultor, representa um exemplo mundial nas atividades corportrativas de inovação. Ela possui um grupo específico para capturar ideias composto por 25 profissionais e recebe investimentos da ordem de US$ 40 milhões por ano.  Cerca de 10% das ideias captadas são conduzidas em negócios, índice considerado elevado diante do percentual médio de 2 % de aproveitamento.

Na Shell, parte das ideias que foram aprovadas e não chegaram a ser incorporadas pela própria empresa foram destinadas ao Shell Technology Venture, que gere fundos de investimentos. “Outras empresas passaram a desenvolver os projetos, sendo parte delas fornecedoras, ou seja, houve apropriação indireta de valor.”

Foco nas pessoas

O gerente de Inovação da Itautec, Marcio Domene, e o consultor de Tecnologia do departamento de Inovação Tecnológica da Siemens, Jefferson Marcos Alencourt Pellissari, defendem que a inovação deve estar clara na cultura empresarial, proporcionando ambiente favorável para a troca de experiências e criações.

“As pessoas precisam saber que inovação não é somente aplicada a produtos, mas também a processos internos que podem nem estar aparentes ao público, mas que ampliam os resultados da companhia. Os gestores precisam disseminar esse assunto, discutir sobre patentes”, afirmou Domene.

Para Pellissari, cabe às empresas fazer a avaliação contínua dos talentos e ter uma política de reconhecimento de boas ideias, com oferta de prêmios como remuneração e também a valorização moral, como a divulgação dos nomes e respectivos projetos a toda organização.

Por: Daniela Rocha
** A reprodução deste conteúdo é permitida desde que citada a fonte Amcham.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

BOLT - innovation

http://www.b-mc2.com/2012/12/06/cooperation-essential-for-innovation/

[...]
BOLT drives cooperation and motivation through communication and insight. If we can change the way we communicate, we will change the way we cooperate, if we reach higher levels of insight into what needs to be accomplished the structure will adapt, there is no structure, by itself, which can result in delivering higher levels of insight.

What could you expect if communication, insight, cooperation and motivation become the core of your organization? (Green arrows) First, leaders can harness the collective intelligence of their organization when formulating the strategy. When the organization is involved at some level of the formulation, cooperation and motivation grow, and you can expect both innovation to improve and execution to speed up.

When everything will be said and done, BOLT’s main contribution will be the realization that Culture and Structure are irrelevant to achieve higher levels of cooperation and motivation. To succeed, leaders such as Tim Cook or Steve Ballmer, and their organization as a whole, need to focus on the way we communicate and raise, by all means possible, the level of insight into what is being accomplished.
[...]

domingo, 16 de dezembro de 2012

25 Awesome Innovation Quotes

(Posted by Gijs van Wulfen)

1. Nothing is stronger than habit. [Ovid]

2. If you always do what you always did, you will always get what you always got. [Albert Einstein]

3. It’s tough when markets change and your people within the company don’t. [Harvard Business Review]

4. They always say time changes things, but you actually have to change them yourself. [Andy Warhol]

5. We cannot solve a problem by using the same kind of thinking we used when we created them. [A. Einstein]

6. Necessity is the mother of invention. [Anonymous]

7. Minds are like parachutes; they work best when open. [T. Dewar]

8. The reasonable man adapts himself to the world; the unreasonable one persists in trying to adapt the world to himself. Therefore all progress depends on the unreasonable man. [George Bernard Shaw]

9. There are no old roads to new directions. [The Boston Consulting Group]

10. You cannot discover new oceans unless you have the courage to lose sight of the shore. [Andre Gide]

11. Innovation is anything, but business as usual. [Anonymous]

12. The best way to predict the future is to invent it. [Alan Kay]

13. If at first the idea is not absurd, then there will be no hope for it. [A. Einstein]

14. The more original a discovery, the more obvious it seems afterwards. [Arthur Koestler]

15. A discovery is said to be an accident meeting a prepared mind. [A. von Szent-Gyorgyi]

16. Innovation is the ability to convert ideas into invoices. [L. Duncan]

17. Small opportunities are often the beginning of great enterprises. [Demosthenes]

18. Two roads diverged in a wood, and I took the one less traveled by and that has made all the difference. [Robert Frost]

19. The only way to discover the limits of the possible is to go beyond them into the impossible. [A. Clarke]

20. The key to success is for you to make a habit throughout your life of doing the things you fear. [Vincent Van Gogh]

21. The impossible is often the untried. [J. Goodwin]

22. An idea that is not dangerous is unworthy of being called an idea at all. [Oscar Wilde]

23. Ideas are useless unless used. [T. Levitt]

24. It is not how many ideas you have. It’s how many you make happen. [Advertisement of Accenture]

25. The best ideas lose their owners and take on lives of their own. [N. Bushnell]

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Innovation Manager


(borrowed from http://www.cloverleafinnovation.com/blog/tag/innovation-manager-job-description )

While the recognized need for fresh thinking within companies is nearly universal, managing the process is a whole different ball game – with varying levels of commitment and approaches proving that as a discipline innovation is in many respects still in its infancy.

Because it touches so many areas of an organization, in the past innovation was often “attached” to other functions: R&D, Brand Management, Insights. In recent years, more and more company leaders – recognizing that innovation is inspired by a different mindset and is governed by a different set of rules than the everyday company operations – have sought to handle innovation separately from the base business. Some companies address this need by simply placing a Chief Innovation Officer (CIO) within the c-suite – without a true structure beneath them. In larger, more forward-looking organizations, separate innovation groups have been established. But even in these instances, well-defined roles and responsibilities are still emerging and evolving.

As innovation teams continue to play a more significant role within organizations, one key position we’d love to see develop is the Innovation Manager. Existing in parallel with the clearly established role of the Brand Manager, the Innovation Manager champions innovation, identifies innovation opportunities and translates ideas into actionable and profitable projects.

****************

This is a good and short article about innovation management. Different companies, different approachs. Doesn´t matter what approach the company took, the results are the main goal.

To make it to life, it is necessary to plan andaddapt whenever necessary, and have the buy-in from top management.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Processos criativos direcionam mudanças



Acabei de ter contato com uma empresa de inovação: DESIGNIT

Nessa postagem colocarei uma forma criativa que eles mostram para ajudar a caminhar para frente quando as idéias param de fluir, ou quando o processo inovador empaca.

Eles criaram um dado que dá a nova direção que o grupo ou o processo deve seguir, se tudo travou, porque não delegar uma saída alternativa para a "sorte"?

http://designit.com/process/dice

Processos criativos direcionam mudanças:

Mas, os processos podem ser frustantes. Todos mergulhados no processo tentando gerar novas idéias, elas desaparecem, dá um branco, perda de foco e direção...

Seguindo as instruções, será possível descobrir como usar o dado para completar e integralizar o processo e todo o potencial criativo. Vá em frente e role o dado. Faça o "business as UNusual" jogar a seu favor e alcançar o sucesso criativo.

FLASH!

Mostre de sopetão para algum colega. Não explique, apenas mostre e capte as emoções e reações. A idéia é captar a resposta não filtrada, a intuição do ouvinte.

VÁ PASSEAR

Saia para uma caminhada, no parque, na rua, numa trilha, pelo Metro, de ônibus, etc. Saia das 4 paredes confinadoras de seu escritório. Elas limitam seu pensamento criativo. Levar o time para uma reunião ou discussão enquanto caminha, pode transformar ou redesenhar o desafio proposto e virar as idéais de cabeça para baixo. Não é uma simples caminhada, precisa ter propósito.

MONTE (Mock Up - protótipo)

Desista de escrever/descrever a idéia, faça uma montagem mesmo que rudmentar. Uma caixa de fósforo, palitos e fitas adesivas. Papel dobrado ou amassado modelando uma forma. Faça uma encenação teatral mostrando o comportamento ou uso, faça mímicas. Se for um logotipo, desenhe, mesmo que esteja longe da perfeição. Qualquer coisa que fizer será 2 vezes melhor ou mais producente do que não fazer nada.

TROQUE LUGARES (ou funções)

Troque sua mesa (ou sua função) um dia inteiro com outra pessoa (ou mesmo apenas 1 hora). Troque papéis de atitudes. Mergulhe dentro de um novo contexto. Estando no lugar de outra pessoa te dará novas perspectivas. Você verá quanto trará de valor para seu estímulo criativo.

FAÇA ERRADO

Não tenha medo. Cometa erros. Quando você se permite errar, você inova. Tente algo novo. Explore novos territórios. Quanto mais você falhar no processo de desenvolvimento, menor será a falha nos resultados ou no produto final.

CHAME SUA MÃE

Ela é mais esperta do que você pensa. E ela é a pessoa menos provável que você iria ligar numa situação dessas, é por isso que ela poderá resolver seu problema. Se ela não estiver disponível, peça ajuda para outra pessoa, qualquer uma. Não importa quem, desde que não seja pessoas que você costuma consultar normalmente.

domingo, 21 de outubro de 2012

Inovação colaborativa

Está cada vez mais comum o uso de redes sociais especializadas em formar uma CROWD (multidão de pessoas) para a finalidade de colaboração.

Um dos exemplos é a eYeka http://www.eyeka.net/our-approach

Click to enlarge

Eles ajudam as empresa a formularem o problema, relatearem de forma que inspirem a comunidade que fornecerá a crowd de pessoas criativas, a partir daí será possível selecionar as melhores idéias e usá-las (nesse caso voltada para experiência do consumidor e melhoria das marcas).

Muitas empresas ainda pensam em criar suas próprias redes para crowdsource, mas na prática esquecem que um valor muito elevado será necessário, além de muito investimento em divulgação da marca e dessa rede específica. E se essa rede não chamar a atenção de pessoas criativas todos os investimentos terão sido em vão. Será uma rede deserta, como uma cidade fantasma. Se colocar um desafio, é capaz de não conseguir colher nenhum resultado.

Terceirização da rede é uma excelente saída, basta escolher a mais específica para o problema em questão.

Algumas delas são:eYeka, Innocentive, Nine Sigma (www.ninesigma.co), Quirky, e outras.

No artigo abaixo existe outros links interessantes além de citar alguns riscos e benefícios desses modelos.

http://www.innovationmanagement.se/2012/08/13/how-do-specialized-intermediaries-facilitate-creative-crowdsourcing/

m.d.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Você acredita na sua idéia?

Muitas idéias submetidas em portais tipo ThinkTank precisam ser analisadas e dar o devido feedback para quem submeteu a idéia.

Muitos podem valorar as idéias e contribuir com sugestões e melhorias. Alguns sistemas permitem negociar idéias tipo uma bolsa de valores faz com ações. As idéias que ganham mais votos, mais sugestões ou são mais negociadas ganham valor.

Não é uma tarefa fácil, ainda mais quando o portal de idéias é aberto para qualquer tipo de idéia. Uma alternativa é abrir o portal para receber idéias apenas por períodos específicos de tempo, com um objetivo bem declarado, ou melhor, um foco para que as idéias tenham um norte. Dessa forma é bem mais fácil analisar as idéias, contribuir com novas idéias para melhorar as que já foram submetidas e escolher quais seguirão adiante.
Também é mais fácil para descartar as idéias que não tem o foco proposto sem ofender os "donos" das idéias e deixá-los ainda com vontade de participar de processos de geração de idéia futuros.

Muitas vezes os contribuidores de idéias querem uma recompensa, e de preferência em dinheiro. O discurso é mais ou menos o seguinte: "Por que eu vou dar minhas idéias e sugestões para a empresa lucra? E eu, não ganho nada com isso?"
A política de premiação varia de empresa para empresa, e na maioria das vezes não agrada aos contribuidores de idéias do sistema. Muitas vezes ouvimos ao rejeitar educadamente (e com respaldo técnico/comercial) uma idéia que então a pessoa irá procurar ela mesmo implementar a idéia e lucrar com isso. Gera estresse, desgaste e muita conversa para poder manter o contribuidor motivado e engajado no processo.

Mas, se sua idéia é realmente boa...

Nas minhas pesquisas e buscas me deparei com um site, ou melhor um processo no qual o contribuidor de idéias tem que realmente acreditar em sua idéa, ou melhor elaborar bem sua idéia, para que o dinheiro investido não seja dinheiro jogado fora.
http://www.quirky.com

Investir dinheiro na idéia?

Isso mesmo, quem submete uma idéia paga dinheiro de verdade para o sistema. Se a idéia seguir a frente no funil de inovação, virar produto e der lucro para a empresa o contribuidor recebe sua parte nos lucros.
Mas, se vários contribuiram em cima de uma idéia quem deve ficar com o lucro? Solução fácil, basta atribuir nota (ou pontos) para cada parcela de contribuição e depois dividir o lucro. O sistema permite contribuições na idéia desde modificações significativas, como definição de CMF (color, material and finishing), preço de venda, nome do produto e outros.

O feedback retorno com informações de mercado ou de consumidores, no caso da idéia ser rejeitada, e com a inteligência de mercado recebida em troca a pessoa pode melhorar a idéia e resubmetê-la.

Site de relacionamentos QUIRKY (ou seria um banco de idéias?) consegue se manter apenas com os valores pagos pelas idéias submetidas. Existe uma legião de colaboradores com vontade de ver suas idéias na prateleira das lojas, apostando nelas e contribuindo com outros.
Seria isso OPEN INNOVATION? ou seria isso COLABORATIVE INNOVATION?

Como saber se a idéia será campeã de vendas? outra solução simples. Antes de partir para a produção em massa, os produtos já definidos e prototipados são colocados para pré-venda. Assim que a quantidade mínima for atingida (ou seja, o breakeven do produto for alcançado) inicia-se o processo de produção em massa já sabendo que não incorrerá em prejuízos, pois já tem vendas realizadas apenas aguardando para entregar aos clientes.

A maioria das empresas ainda ficam presas em políticas internas e dificultando o acesso dos funcionários para colaborarem ativamente no sucesso da empresa através de idéias que podem ser geradas internamente.

Inovar não é difícil.
Difícil é acertar a máquina organizacional para aceitar as inovações, e aceitar que as inovações podem vir de qualquer lugar da empresa e não apenas da engenharia, ou do time de marketing. Basta investir e criar um sistema semelhante e mantê-lo vivo.

Quem paga para submeter uma idéia é porque realmente acredita nela, ou já fez sua lição de casa de melhorar a proposta pensando inclusive nos aspectos práticos de implementação e nos aspectos comerciais. Contabilizar lucro com uma idéia é inovação. Apenas ter a idéia não é inovação.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

PROCESSO de INOVAÇÃO - Uma figura vale mais que 1000...

Gostei e não pude deixar de dividir com todos.

A figura abaixo mostra o processo de inovação de forma simplificada, o que torna fácil de entender e expadir a partir dela. Cada um segue a partir daí para o caminho que desejar. :-)

Inovação Corporativa = implementação de idéias criativas a fim de gerar valor, geralmente através de redução de custos em processos, aumento de receitas ou os dois combinados.

(Imagem original do site:    http://www.jpb.com/library/index.php)







(visitem meu blogspot: http://e-innovate.blogspot.com)

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Kick Starter - A new way to Fund & Follow Creativity

A new way to Fund & Follow Creativity

Quando achamos que tudo poderia ter sido criado, aparece coisa nova. Quem poderia imaginar um site que traga alguma novidade? (Se eu conseguisse imaginar estaria cuidando dele nesse momento e fazendo fortuna.)

Os sites de desconto (venda no atacado para o varejo, se é que posso descrever desse modo) tipo Peixe Urbano, Group On e outros para mim foram uma forma inovadora de promover vendas pela internet e divulgar a marca ou produto. Tenho também minhas considerações sobre o processo de baixar os preços como as ofertas que aparecem por aí (depois o pessoal acha que está sendo explorado ou enganado, ou o público que é atraído não é o público alvo para qual o produto ou negócio foi desenhado).
Tenho como exemplo de um conhecido que tem um spa para massagem e alguns tratamentos de embelezamento que pretendem alcançar um público de poder aquisitivo elevado (casse B+ para cima) e após a promoção, atraiu momentaneamente vários clientes da classe C por causa do preço atrativo, mas com certeza eu sei que esses clientes não serão clientes após gozarem da oferta. Serão clientes de uma única vez que não é bom para nenhuma campanha publicitária.

Retornando a inovação em sites, existe um site para angariar fundos de forma não tradicional para projetos. Esse site disponibiliza aos navegantes da web de fazerem doações monetárias para custear a execução do projeto descrito. Edição/publicação de livros, edição/filmagens de filmes, e assim por diante. Visitando a página inicial me chamou a atenção que um projeto de filme ("I am I" - traduzindo "Eu sou eu mesmo") arrecadou a quantia de U$86.000 e faltam ainda U$14k para o total solicitado. O projeto apenas receberá o valor de U$100k planejado se até dia 08-janeiro-2011 receber doações  que completem (ou ultrapassem) a quantia.

Fico imaginando se existem outras categorias também que permitiriam fundear/custear projetos tecnológicos através de "anônimos" na internet investindo pequenas quantias afim de ver algum desenvolvimento caminhar sem depender de investidores tradicionais que "matariam" os projetos que não estão alinhados com o propósito de negócio, ou não caíram na simpatia deles que possuem o dinheiro.

Imagino quantas pequenas empresas poderia sobreviver e crescer recebendo esses investimentos até o negócio se consolidar e ganhar market share.

Se soubesse como ganhar dinheiro intermediando esse tipo de coisa através de um Web Site, já estaria escrevendo as primeiras linhas de código para isso criar vida.

Segue o link para o site: http://www.kickstarter.com

(visitem meu blogspot: http//e-innovate.blogspot.com)

sábado, 27 de novembro de 2010

Fazer mais com menos. (Qual o próximo mantra?)

Durante os últimos anos, e parece que agravado pela crise de 2008, as empresas estão se esforçando ao máximo em fazer mais com menos. Menos recursos financeiros, menos investimentos, menos mão de obra, menos produtos, menos…, menos…, menos… até quando?

Esse conceito de fazer mais com menos se tornou um mantra. Alguns chamam de six sigma, outros de lean manufacturing, lean management, etc. É mais fácil cortar custos e recursos para manter um certo nível de performance nos negócios do que investir em novas pessoas e novos produtos na expectativa de crescer a receita (e a lucratividade).

Conhecendo essa “nova” forma operacional, fica difícil entender onde a inovação se encaixa. Continuar a cortar, cortar, cortar (menos, menos, menos) pessoas, idéias, capacidades, skills irá com certeza danificar no longo prazo a competitividade e inovação. A economia irá reagir e virar a mesa. As empresas que estiverem investindo, no grau possível que for, em inovação serão as que estarão melhor posicionadas para tomar a liderança na retomada do crescimento econômico pleno.

Não existe um momento correto para inovar. Quando as empresas enfrentam crises é fácil argumentar e conseguir adeptos suportando a idéia que investimentos adicionais não valem a pena. Quando os tempos são favoráveis para os negócios e a empresa está crescendo a desculpa se torna que a inovação irá distrair a empresa do “core business” e isso retiraria dinheiro  e recursos para longe dos produtos e serviços que estão trazendo o faturamento e receita e lucro para empresa. Dessa forma é fácil de concluir e argumentar que inovação custa muito e distrai muito em qualquer condição de mercado (favorável ou desfavorável). Sim, as empresas que não inovarem iram sucumbir.

A pergunta continua: “INOVAR para QUÊ?”

Num momento histórico que estamos de fazer mais com menos, quando é fácil descartar investimentos em inovação, como será posssível inovar uma vez que a alternativa para não inovação é a obsolecencia?

Voltando ao tema do post “Fazer mais com menos”  a inovação pode levar a um passo à frente: FAZER O IMPOSSÍVEL COM NADA!

A próxima pergunta então deve ser:
“Como fazer inovação com baixo custo e grande impacto?”

Vamos pensar em 3 idéias simples e o quanto custam para ser implementadas:

  1. Identificar idéias
  2. Gerenciar as idéias eficazmente
  3. Trazê-las para o mercado

Todas as empresas deveriam ter um orçamento (budget) para inovação, seja ele do tamanho que for. É possível gerenciar a inovação e o investimento em inovação e conseguir grandes retornos, mas não é possível ter retorno se nenhum investimento ocorrer.

Referência: http://www.business-strategy-innovation.com

(visite meu blogspot: http://e-innovate.blogspot.com)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Olhar o detalhe ou olhar o macro?

Quando estamos desenvolvendo novos conceitos, novos produtos, novos processos nos deparamos com muita informação devido a resultados de pesquisas realizadas (quer seja em literatura, ou em grupos de usuários, ou benchmarking com a concorrência, ou análise de alternativas de investimentos, etc) e acaba trazendo mais dificuldade do que facilidades.

Uma frase atribuída a um samurai japonês (Miyamoto Musashi) diz: “em estratégia, é importante ver o que está distante como se estivesse perto e ver o que está perto de longe”. Muitas vezes nos perdemos no processo de desenvolvimento por não sabermos quando olhar para o todo e quando olhar para as partes. Ficamos presos em detalhes das partes quando deveríamos estar olhando para o conceito maior, ou ainda, ficamos no nível conceitual durante uma fase de detalhamento. Alinhar esses momentos é um dos  maiores desafios quando se trabalha em equipe.

Talvez um caminho proposto para as equipes, e principalmente para os líderes das equipes, é ter uma linha lógica para vender o projeto em que está ou pretende ser desenvolvido.

Pode-se dividir em 2 partes:

  • Preparação: a definição do problema, ou a explicação do problema, das necessidades. Antes de apresentar a resposta, o problema deve estar claro, todos os envolvidos devem compreender os detalhes do problema. É a fase da construção de expectativa para a próxima etapa.
  • Proposição: o conceito e o caminho da solução é introduzido. O momento deve ser extraordinário, o emocional e o racional  têm que responder a todos os pontos levantados na introdução e na problematização, e devem explicar da forma mais simples possível, a linha de raciocínio usada. Idéias chegam por um caminho intelectual, racional, e é exatamente por essa história que a idéia será julgada. Por isso, uma boa história de diferenciação é aquela que deixa claro o caminho intelectual usado, as conexões que foram  feitas, na qual teses e evidências são colocadas de forma organizada como uma sequência de notas em uma música.

O verdadeiro superpoder dos inovadores é a sua capacidade de síntese. Conseguir escolher os ingredientes certos, processá-los e aprensentá-los da maneira correta para solucionar e causar surpresa é a essência da atitude inovadora. Isso não éprivilégio de quem de alguma forma já nasceu com esse dom, mas como quase tudo na vida, pode ser alcançado com treinamento, com o uso de exercícios de síntese e adquirindo-se experiência, isso pode tornar-se natural e executados de forma automática e incosciente.

(esse texto foi inspirado no livro A Máquina de Inovação de meu amigo Charles Bezerra)

A Máquina de Inovação – Mentes e Organizações na Luta por Diferenciação

Outro livro do mesmo autor: O Designer Humilde

Recomendo a leitura. Fácil e com muita informação para ser explorada.

(visite meu blogspot: http://e-innovate.blogspot.com)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Inovar ou fazer o trivial?

O autor Clayton Christensen ("Innovator´s Dilemma"), que tem um trabalho relacionado à inovação de ruptura - muito reconhecido e requisitado para falar sobre inovação - ao falar como paraninfo para sua turma de formandos parece que esqueceu de inovar.

Não que ele não tenha competência, muito pelo contrário. Muitas vezes não é necessário inovar e sim fazer o "arroz-com-feijão". Segue um pequeno trecho do que ele disse aos formandos:

"No último dia de aula, peço aos alunos que voltem essas lentes teóricas a si mesmos, para achar respostas convincentes a três perguntas: como garantir que serei feliz na carreira? Como garantir que a relação com meu cônjuge e minha família seja uma fonte constante de felicidade? E como garantir que não vá parar na cadeia?
Esta última pergunta parece pouco séria — mas não é. Dos 32 bolsistas Rhodes da minha turma em Oxford, dois passaram um tempo atrás das grades. Jeff Skilling, da Enron, estudou comigo na HBS. Eram, todos, bons sujeitos, mas algo em sua vida fez com que enveredassem pelo caminho errado."
1) Como ser feliz na carreira;
2) Como ter o cônjuge e família como fonte constante de felicidade;
3) Como não terminar na cadeia.

Parece simples.

É o discurso de muitas grandes empresas (multinacionais ou não) que tem dentro de sua estrutura muitos funcionários (de gerentes até altos executivos) sofrendo de estresse. Muito dinheiro tem sido investido para conscientizar os funcionários para equilibrar sua vida pessoal e profissional, mas isso depende quase que exclusivamente do próprio funcionário, pois os treinamentos e palestras de autoajuda apenas dão ferramentas e as empresas continuam pressionando ao máximo aos executivos. Colocar em prática não é função da empresa.

Ou seja, o que Christensen disse já está "colocado em prática"  a muito tempo, mas parece que apenas como treinamento para isentar os altos executivos da culpa de não estarem contribuindo para que os funcionários atinjam o equilíbrio que eles próprios não alcançaram.

Segue o link para quem quiser ler o artigo completo:
Como se dar bem na carreira.pdf

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domingo, 22 de agosto de 2010

Aprendendo com os erros

"Learn from the mistakes of others. You won't live long enough to make them all yourself."

Ou em português:

“Aprenda com o erro dos outros. Você não viverá o bastante para fazer todos eles por conta própria.”

- desconhecido

terça-feira, 25 de maio de 2010

Inovar com livro... parece difícil.

Quando pensamos num livro, e a quanto tempo existe essa expressão artística ou linguística, ou forma de comunicação e armazenamento do saber.

Para os novos de idade, os livros foram e ainda são usados para armazenar conhecimento. Existem a milhares de anos antes do aparecimento do Google e Wikipedia e bibliotecas eram usadas para armazenar os exemplares. Os índices eram feitos em fichas de papel ou microfilme e pessoas gerenciavam o uso de cada exemplar.

Retornando ao assunto principal, desde o início da confecção de livros, várias inovações foram feitas (capas duras, papel reciclado, fotos brilhantes na capa, impressão colorida, páginas brilhantes, índice, numeração de páginas, marcador de página, etc...). Tudo que vemos num livro hoje foram evoluções que apareceram durante os milhares de anos.

Há alguns anos eu comprei um livro de Tom Peters chamado RE-IMAGINE! onde ele com o editor Dorling Kindersley criaram uma forma inovadora de livro colocando hipertextos escritos ao redor das folhas. Ocuparam quase todos os espaços em branco colocando mais informações. A experiência de leitura foi realmente diferente. Leitura ficou mais dinâmica e participativa e sem desejar ter que ler mais para entender o assunto ou o contexto no qual o assunto estava sendo tratado (as referências e textos auxiliares ou históricos estavam todos lá ao redor do assunto). Para mim foi realmente inovador, mas parece que ficou naquele exemplar e não se expandiu ainda muito para outros autores.

Hoje tropecei em outra inovação literária. Pode ser um apelo de marketing, mas o que é que move a inovação? O simples fato de inovar ou o dinheiro investido baseado num ROI esperado?

No site Aprendi com Meu Pai os usuários (eu e você) podem cadastrar uma senha e escrever um ou mais capítulos do livro e comprar o livro impresso com a própria história embutida nele. Imagine que presente para o dia dos pais (ou para outra data especial: aniversário, Natal, etc). O autor está permitindo que seu clientes consumidores sejam coautores do livro. São livros de tirangem única e o preço nem é tão salgado por se tratar de exemplares únicos.

Agora, uma inovação "maluca" seria algum fanático querer colecionar os diversos exemplares desse livro. Como disse anteriormente, quem movimenta a inovação é o dinheiro? Ou o simples fato de inovar? Não posso dizer ao certo, mas o leitor pode decidir por conta própria.

Fica o convite (de quem não está ganhando nada com a publicidade) para visitar o site e quem sabe escrever um capítulo e presentear seu pai, ou deixar para seus netos a impressão de que o avô foi alguém que já escreveu ou participou de um livro. Com o tempo ninguém saberá dizer se foi escritor de verdade ou se pagou para participar do livro.

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domingo, 25 de abril de 2010

IPM – Innovation Process Management

Gestão do processo inovador… 1 imagem fala mais do que 1.000 palavras!

ipm_cartoon Precisa falar mais?
(realmente não lembro onde encontrei essa figura, mas foi na www.)

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terça-feira, 13 de abril de 2010

Pode não ser novidade… mas foi útil e deixo o registro aqui.

Estava procurando uma forma de editar equações no Office e colocar no power point…
Primeira tentativa foi usar o OpenOffice (da SUN Microsystems), mas apesar de entender o funcionamento do editor de equações e sua linguagem de programação, o resultado final que eu consegui foi gerar um PDF da equação e depois precisar faazer o famoso copy & paste e trazer para o Power Point. Ou seja, baixa resolução e um péssimo resultado na apresentação.
Continuei minhas buscas e acabei encontrando um site interessante que cria equações online que ao final permite exportar como figura GIF, PNG, PDF, e outras. O resultado foi muito melhor.
CodeCogsEqn
Como salva no formato GIF a equação pode ficar transparente e se encaixar perfeitamente em sua apresentação. O único “senão” foi que a interpretação de textos acentuados da língua portuguesa se transformam em outra coisa qualquer.
Tem outras funcionalidades no site que ainda não explorei, mas gostei do que vi.
http://www.codecogs.com/
Bom proveito!
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A crise

Dizem que o autor foi Einsten. Eu não posso afirmar. Mas que tem grandes verdades nesse pensamento transcrito abaixo isso é verdade!



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"Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo.

A crise é a melhor bênção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos.

A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. 
É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias.

Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado".

Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções.

A verdadeira crise, é a crise da incompetência.

O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis.

Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia.

Sem crise não há mérito.

É na crise que se aflora o melhor de cada um.

Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo.
Em vez disso, trabalhemos duro.
Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la."


-- Albert Einstein

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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Pensar fora da caixa… que caixa?!?!

Virou quase um mantra nas empresas e em todos os lugares repetir a frase que é necessário pensar fora da caixa.

Já li artigos que comentavam que quando sai da caixa para pensar cai dentro de outra. Ou seja, você nunca sai verdadeiramente de dentro da caixa, e isso acaba sendo um inibidor da innovação que pode aflorar.
pensando_fora_da_caixa_cartoon Estou vivenciando uma experiência sem igual. Mudei minha carreira radicalmente indo trabalhar em uma empresa do segmento químico, totalmente diferente do qual alicercei minha carreira (eletrônica e telecomunicações) em uma área também diferente comandando o setor fabril da empresa (minha carreira foi toda desenhada na pesquisa e desenvolvimento de produtos eletrônicos e projeto de circuitos eletrônicos). Realmente uma mudança que era necessária em minha carreira e tive meus patrocinadores que acreditaram que o meu background técnico não seria nenhuma barreira para o desenvolvimento dos projetos e atingimento das metas estabelecidas.

Mas, o que isso tem a ver com o título do post? Bom, tem tudo a ver.
A empresa tem processos, maquinários e pessoas antigas que teimam em dizer que as coisas só funcionam da forma que sempre funcionaram e que outros que passaram por lá nunca coseguiram mudar. Está claro que todos estão dentro da caixa, aliás dentro da mesma caixa. Quando solicitamos informações, todas as áreas da empresa (incluindo a direção) repetem as mesmas informações e se mostram arredios pensando que algo irá ser mudado.

Quando junto todos os especialistas e proponho a mudança, normalmente solicitando parâmetros nunca antes solicitados, e  fazenddo perguntas não típicas do setor e da indústria acabo destruíndo a caixa que eles estão e trago eles para minha caixa… mas na prática eu desconheço a caixa, não estava dentro da caixa para qual todos sairiam e olhariam aquela caixa por fora. Minha caixa está muito distante, dessa forma eu digo que não estou dentro de caixa nenhuma e acabo trazendo todos para fora da caixa.

Ou seja, desconheço a caixa e os paradigmas que necessitam ser quebrados e isso bagunça as idéias pré-concebidas da equipe e força a todos ficarem abertos para as mudanças que não sabemos quais serão.
Os resultados estão sendo surpreendentes. Deixaria qualquer empresa “inovadora” com inveja dos resultados rápidos e valiosos que temos conseguido. Ganhos de produtividade, aumento da qualidade, e redução de custo.

Com as poucas experiências obtidas, já mostramos para todos os envolvidos (operadores, pessoal administrativo e diretoria) que tudo é possível e quando falamos em mudar outro processo ou método ou máquina ou característica de produto, todos ficam ansiosos para a reunião de kickoff do projeto e rapidamente se preparam para a nova realidade e para os testes necessários. Assim que alguns resultados rápidos aparecem, são instantaneamente implementados.

Enquanto metas claras são estabelecidas para que eu prossiga com as mudanças necessárias para o crescimento da empresa, minha meta pessoal é que a diretoria e todos responsáveis pelo planejamento da produção percam os números de referência por completo.

Um dos resultados obtidos permitiu um ganho de produção tal que a empresa desistiu de investir em novo maquinário que custaria milhões de Euros e já está mudando o planejamento estratégico da forma normal da operação. Esta mudança empurrou o gargalo produtivo para outra etapa no qual requer um investimento muito menor para suprir.

Estou trazendo uma visão para o setor produtivo que não existe na competição (pois não vim dos competidores) e necessito usar como referência empresas de setores equivalentes mas que não disputam o mesmo mercado ou segmento. Produtos diferentes com maquinários semelhantes. Tem funcionado.
Minha sugestão é que mesmo que esteja inserido no setor que conhece profundamente, tente ignorar a caixa por completo e redesenhar o processo ou produto a partir do guardanapo de papel usado durante a refeição. Conheça os operadores, as pessoas que conhecem o histórico da empresa e visite empresas que não são concorrentes diretas mas podem  mostrar as soluções que você procura devido a ter as mesmas necessidades.

Mas, não seja louco. Precisa antes fazer um trabalho de base com a diretoria da empresa para que eles apoiem os projetos e as loucuras que estará propondo. Comece pequeno e mostre os resultados continuamente. Seja vendedor de suas idéias. Ou comece grande para que o impacto profundo abra todas as portas e seja o rolo compressor para derrubar todos os paradigmas existentes durante sua vivência dentro da empresa.

No nosso caso eu tenho apoio total da diretoria e dos líderes e operadores da produção. Os que não precisam apoiar ficam olhando de fora tentando entender o que vai acontecer.
 
É como criar um Oceano Azul dentro do processo produtivo. (Recomendo a leitura do livro de Kim e Mauborgne: A Estratégia do Oceano Azul, ou The Blue Ocean Strategy)

Um colega de fora disse que isso passa rápido e logo entrarei na mesmisse e o ritmo frenético que estou terminará. Eu não acredito nisso e lutarei para isso não acontecer. Já sinalizei que existe muito espaço para a empresa crescer e expandir e que faço parte desse plano.

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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Inovar numa escada... é possível?

Muitos usam escadas sem parar para pensar sobre o assunto. É algo automático e intuitivo que as pessoas fazem desde que iniciam a engatinhar quando bebês.

E os construtores, seguem a fórmula que aprenderam na escola e as normas impostas pelas prefeituras afim de terem seus projetos aprovados.

Os inventores... alguns inovaram como Santos Dumont com a escada que coloca um degrau prá cá e outro prá lá diminuindo o espaçamento entre os degraus e aumentando o angulo de inclinação sem prejudicar o movimento que estamos acostumados. Existem outras invenções de escadas que dobram, viram andaimes, para subir nos postes... ah! estava quase esquecendo da escada rolante encontrada em lojas, estações de trem e metrôs, rodoviárias, prédios comerciais, aeroportos e outros locais.

santos_01

Mas, e as escadas convencionais... tirando os mais variados materiais que já utilizaram para sua construção não tem muita inovação (exemplo de materiais: vidro fosco ou transparente, aço, madeira, concreto, alvenaria, pedras, e uma mistura de tudo isso).

É notório que quanto existem duas escadas, uma rolante e uma convencional, a maioria das pessoas opta pela escada rolante e assim evitam o exercício. Não entendo muito bem a lógica das pessoas, normalmente em estações de metrô muito cheias ou nos momentos de pico quando o trem descarrega os passageiros na estação, uma fila logo se forma e costuma ser mais rápido a subida pela escada convencional do que aguardar sua vez na fila da escada rolante. Além do mais, um exercício de vez em quando faz bem ao corpo.

Para provar uma teoria, um grupo propôs que trazer o prazer associado a uma atividade cotidiana muda o comportamento das pessoas. Fizeram um teste justamente com uma escada e o resultado está no vídeo anexo.

Gostei da idéia e seria interessante ver um mundo rodeado de inovações e experimentações. Isso traria prazer para atividades que ocorrem desapercebidamente no nosso dia-a-dia e estimularia a imaginação e criatividade do coletivo. Com certeza traria um bem intangível que em alguns anos estaria transformando a sociedade. Sonho interessante de perseguir. Mas, precisamos de pessoas altruístas ou empresários que tenham apenas o interesse econômico (como é o caso do experimento que foi patrocinado), mas mesmo assim o ganho seria da sociedade.